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Disciplina entre amigos

by Indisciplinado

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Disciplina entre amigos

Na última história narrei a memorável surra que levei do meu pai quando estava no primeiro ano da universidade. E digo memorável, pois além de ter sido uma surra que deixou minha bunda muito dolorida, essa foi a primeira vez que apanhei na presença de outra pessoa.
Devido aos estudos universitários, atualmente estou morando em São Paulo com meu melhor amigo em um apartamento. Como todos sabem, a vida universitária é marcada por muitas festas e isso faz parte do desenvolvimento de qualquer pessoa e meu pai não achava ruim, pelo contrário, até incentivava que eu participasse, mas com uma condição, eu jamais poderia me descuidar dos estudos.
Infelizmente eu não levei os estudos a sério e encerrei o ano letivo com péssimas notas e bem abaixo da média. Meu pai já havia avisado o que iria acontecer caso não estudasse, assim já estava preparado para voltar para a casa dos meus pais e receber meu inevitável castigo. Só que para minha surpresa, um dia antes de entrar de férias e voltar para o interior, meu pai foi a São Paulo a trabalho. Eu não tive outra opção a não ser contar para ele sobre minhas notas na faculdade e as provas de recuperação que deveria fazer.

Inicialmente meu pai ficou muito bravo e depois de me dar uma bronca propôs que eu recebesse meu castigo naquele mesmo dia, antes de voltarmos para o interior. Ele foi muito claro em relação ao que aconteceria caso esperasse chegar em casa para receber meu castigo. Provavelmente, minha mãe, irmãos e outros parentes que estavam lá iriam saber que, aos 19 anos, eu ainda apanhava na bunda. Não foi uma decisão fácil, deveria escolher entre apanhar na presença do meu amigo, que já sabia das minhas histórias de surras anteriores, ou na presença de toda minha família. Achei que o mais prudente seria receber meu castigo naquele momento, assim evitava diversos transtornos.

O que aconteceu em seguida era o que eu já esperava, meu pai me levou para o quarto, me deitou em seu colo e me deu umas boas chineladas e ainda, pela primeira vez, levei umas boas cintadas e tudo aconteceu com o Bruno como testemunha. Após a surra, a viagem de volta para casa ocorreu sem nenhum problema, estava com a bunda dolorida, mas nenhum comentário foi feito sobre o que tinha acontecido no apartamento.

Já havia passado uma semana desde o episódio da surra. E mesmo de férias eu estava de castigo e fui obrigado a estudar todos os dias por pelo menos 3 horas e também não podia de sair de casa durante a noite. Eu queria muito poder conversar com o Bruno sobre o que aconteceu em São Paulo, mas ele estava viajando com a família durante as férias e nossa conversa só poderia acontecer quando retorna-se as aulas.

Durante o mês de férias tudo ocorreu muito bem, estudei muito, cumpri meu castigo e já estava chegando a hora de voltar para São Paulo e fazer as provas de recuperação. Até então, nenhuma palavra sobre a surra que levei foi dita. Meus irmãos não sabem de nada que aconteceu e minha mãe, por conhecer muito bem as regras lá de casa, eu acredito que ela saiba que além de estar de castigo eu ao menos levei umas boas palmadas.

Enfim, um dia antes de viajar, enquanto preparava minhas malas para retornar a capital, meu pai foi até meu quarto e com muita calma fechou a porta e se sentou na beirada da minha cama.

Filho, venha aqui quero conversar com você.

Quando meu pai me chamou para sentar ao seu lado, fiquei um pouco desconfiado de como seria essa conversa, pois normalmente essas conversas de portas fechadas com meu pai terminam com palmadas ou chineladas.

Lucas, não fique nervoso, quero apenas conversar com você. Até agora não falamos sobre o que aconteceu em São Paulo. Eu pensei muito sobre tudo e quero que você saiba que fiquei muito triste. Não apenas pela sua falta de compromisso com os estudos, mas porque precisei, novamente, te bater. Isso é algo que não gosto de fazer, principalmente porque dessa vez precisei usar o cinto. Acho que umas boas palmadas e chineladas na bunda já são o suficiente. Mas, naquele momento eu achei deveria usar o cinto e te dar um castigo exemplar, pra nunca mais esquecer. Espero que você não tenha ficado chateado comigo.

Pai, eu vou ser sincero com o senhor, depois que recebi as minhas notas e vi que tinha ficado de recuperação, eu sabia que iria apanhar e para ser sincero eu merecia aquela surra. Sei que quando você precisa bater em mim ou nos meus irmãos, você faz isso porque nos ama e precisa nos corrigir. Fiquei surpreso e achei muito ruim apanhar com o cinto, mas eu entendo que era necessário e sei a importância de ter um pai como você para me corrigir no momento certo.

Fico feliz em ouvir isso, meu filho.

E se eu estivesse morando com o senhor, não teríamos chegado a esse ponto. Pois, com você ao meu lado, tenho certeza que estaria acompanhando meus estudos e se fosse necessário você já teria me corrigido antes das provas, nos meus primeiros deslizes, e com certeza minhas notas teriam sido bem melhores e você não precisaria ter usado o cinto. Mas agora eu aprendi e não estou chateado com o senhor, na verdade minha admiração e respeito apenas aumentou.

Se você estivesse morando aqui comigo com certeza eu estaria acompanhando mais de perto seus estudos e poderia te orientar e se necessário até punir, igual faço com seus irmãos, mas você já é um adulto, no mês que vem já vai fazer 20 anos e mora longe de mim. Precisa aprender a se cuidar sozinho. Amanhã você já estará voltando para São Paulo e eu espero muito que você se dedique aos estudos. Organize melhor seu tempo e suas atividades que dessa forma você vai conseguir estudar e ainda terá tempo para se divertir.

Você tem razão. Irei fazer isso.

E outra coisa, você e o Bruno são amigos já faz muitos anos e podem muito bem ajudar um ao outro, amigos são para todos os momentos.

A conversa com meu pai ainda se prologou por mais um tempo, falamos sobre diversos assuntos, demos algumas risadas, relembramos alguns bons momentos... Mas não consegui parar de pensar sobre o que meu pai quis dizer com amigos são para todos os momentos

Enfim, voltei para São Paulo duas semanas antes do Bruno para realizar as provas de recuperação, e como já era esperado, consegui recuperar as minhas notas e estava pronto para começar o segundo ano da faculdade. Não demorou e logo o Bruno voltou para São Paulo. Eu estava muito ansioso para conversar sobre a surra que ele presenciou, mas achei melhor aguardar o momento certo para falar sobre esse assunto e no primeiro final de semana em que estávamos em casa conversando sobre assuntos banais decidi perguntar a respeito do episódio da minha surra.

Bruno, eu queria falar com você sobre o que aconteceu antes das férias. Eu queria ter conversado antes, mas como estava de castigo e você estava viajando não teve como.

Fique tranquilo, Lucas. Sei que você ficou preocupado e com vergonha do que aconteceu naquele dia. Eu te prometi e não contei para ninguém. Tudo que aconteceu naquele dia é o nosso segredo. Pode confiar em mim.

Muito obrigado, eu realmente fiquei com muita vergonha de ter apanhado do meu pai com você aqui no apartamento, mas acho que você entende minha situação.

Eu sei bem como é isso. Já te disse que meu pai também já esquentou minha bunda muitas vezes, e olha que eu já apanhava desde criança e você só foi começar a apanhar quando já estava com 16 anos. Já faz muito tempo que eu não apanho do meu pai, mas eu sei que todas as vezes que apanhei foi porque eu mereci. Mas, preciso dizer que você mereceu aquela surra, na verdade merecia ter apanhado antes mesmo das provas pelo comportamento que vinha tendo, mas seu pai é um cara muito bom e soube te corrigir no momento certo. E eu acho que você fez muito bem em receber seu castigo aqui no apartamento, se você esperasse chegar na sua casa com certeza sua família ia saber.

Eu não tive outra escolha, realmente foi melhor encerrar aquele assunto aqui mesmo. Eu até comentei com meu pai que se ele estivesse aqui antes das provas, provavelmente ele já teria me colocado na linha e eu teria estudado e mudado meu comportamento.

Tenho certeza que isso não vai voltar a acontecer. Qualquer coisa eu ligo para o seu pai e falo sobre o seu comportamento... hahaha. Ou se for preciso eu mesmo eu mesmo te dou umas chineladas. Hahahaha.

Mesmo em tom de brincadeira, quando o Bruno disse isso eu fiquei um pouco assustado. Ao me deitar para dormir fiquei pensando muito sobre a nossa conversa e devo confessar que inicialmente fiquei com um pouco de medo. Ele é meu melhor amigo e uma pessoa em quem confio plenamente, sabe de todos os meus segredos e até já me viu apanhar do meu pai, algo que nem meus irmãos ou minha própria mãe viu, mas mesmo assim acharia estranho apanhar dele.

O Bruno é um rapaz mais alto do que eu, faz academia, luta jiu-jitsu, tem os braços fortes, tem pinta de galã de cinema, e é apenas um ano mais velho do que eu, mas pelo seu porte físico aparenta ter alguns anos a mais. Eu, pelo contrário, sempre fui baixo e magro e tenho a aparência de adolescente de 16 ou 17 anos. Eu tento me manter em forma, mas mesmo assim, estou longe de ser forte e ter os músculos definidos como o Bruno. Além disso ele sempre se comportou como um irmão mais velho, me dava apoio quando precisava, cuidava de mim e até chamava minha atenção.

Atualmente o Bruno namora uma garota da universidade, a Letícia, e tem passado mais tempo na casa dela do que no próprio apartamento. O tempo passou rápido, já faz um mês que as aulas voltaram e como meu aniversário estava se aproximando decidi ir para a casa dos meus pais para comemorar meus 20 anos. Ao chegar em casa fui recebido com muita alegria, meus pais, irmãos e quase todos meus parentes estavam lá. Foi um sábado inteiro de festa e de muitos presentes.

No domingo era dia de voltar para São Paulo, logo pela manhã antes de ir para a rodoviária pegar o ônibus, meu pai me chamou em seu escritório. Ele estava com um semblante alegre e com um presente nas mãos.

Estou muito orgulhoso de você filho. Te chamei aqui para te dar um presente especial. Depois de tudo que passamos sinto que você está mais maduro e responsável e pronto para uma nova etapa da sua vida.

Meu pai me entregou uma pequena caixinha e dentro havia a chave de um carro. Ter um carro era algo que eu queria muito e receber isso de presente demonstrava o quanto meu pai confiava em mim.

Não sei nem o que dizer. Estou muito feliz, muito mesmo. Ter um carro era tudo o que eu sempre quis. E receber um de presente demonstra que você confia muito em mim. Pode ter certeza que serei muito responsável e irei dirigir com muito cuidado.

Sinceramente eu espero mesmo que você seja responsável no volante. Tenha muito cuidado, não beba se for dirigir, não corra... Estou fazendo tudo isso porque confio muito em você. Por favor, não me decepcione.

Estava realmente muito feliz. Me despedi dos meus pais, coloquei minha mala no meu carro novo e parti rumo a São Paulo. A viagem foi muito tranquila e ao chegar em São Paulo, antes mesmo de ir ao apartamento liguei para o Bruno e convidei ele para dar uma volta comigo no carro novo. Passeamos por umas duas horas, e quando voltamos para o apartamento ao descarregar as malas, encontrei debaixo do banco do motorista uma caixa embrulhada com papel de presente e uma carta do meu pai. Subimos para o apartamento e quando sentamos no sofá decidi ler a carta e abrir o misterioso presente.

Filho... Acredito que esteja muito feliz com o carro. Apenas tome muito cuidado e seja respeitoso no trânsito. Esse outro presente decidi deixar escondido debaixo do banco, pois ele tem um significado muito importante para mim e acredito que para você também. Te amo muito. Abraço, papai.

Após ler a carta abri a caixa e me reparei com um presente inesperado. Fiquei um pouco sem graça ao ver o que estava dentro da caixa e reparei que o Bruno também ficou um pouco surpreso.

Esse foi o chinelo que meu pai usou na primeira vez que eu apanhei dele aos 16 anos. Lembro que ele comprou quando esteve em Porto Alegre e lembro também que quando apanhei com ele doeu muito...hehehe. Não sei o porquê ele me deu isso de presente.

Vai ver seu pai, te mandou esse presente para que você saiba que se fizer alguma coisa errada ao dirigir vai apanhar exatamente quando tinha 16 anos.

Conhecendo o meu pai, eu não duvido, pode ser isso mesmo. Mas eu garanto que esse chinelo nunca mais será usado novamente na minha bunda. Vou guardar ele no armário, mas tenho certeza que ele não terá serventia.

Não sei, Lucas. Do jeito que te conheço bem, acho melhor você deixar esse chinelo a vista, para sempre se lembrar do que possa acontecer. Melhor prevenir do que remediar. Hehehe.

Enfim, o tempo passou e foram dias de muito estudo e durante um fim de semana decidi que estava na hora de me divertir um pouco e sair com os amigos do curso. O Bruno ficou no apartamento com a Letícia, peguei o carro e sai para noite paulistana. Foi uma noite com muita bebida, risadas e paqueras, era tudo que eu precisava. Na hora de voltar para casa, eu sabia que não estava com condições de dirigir, mas mesmo assim decidi arriscar. Imaginei que iria conseguir chegar ao apartamento sem nenhum problema, mas no outro dia pela manhã descobri que quase causei um grave acidente.

Dormi uma noite muito tranquila, acordei fui tomar um banho e um café. Estava com as energias renovadas. Enquanto estava deitado no sofá assistindo televisão, vejo o Bruno e a namorada passando ao meu lado e os dois com um semblante sério. Imaginei que poderia ser algum problema de casal e decidi não perguntar nada, afinal problemas de relacionamentos devem ser resolvidos entre eles. Não demorou e logo o Bruno se despediu da namorada e se sentou no sofá ao meu lado.

Lucas, precisamos conversar. O que você fez ontem à noite?

Eu saí com a turma do curso. Fomos em vários barzinhos e depois em uma boate...

Não é isso que estou perguntando... Ontem de madrugada, por volta das 4 da manhã, o Seu José da portaria interfonou aqui em casa e disse que você quase o atropelou na entrada do prédio. Ele estava muito chateado e bravo. Disse que iria reclamar com o síndico. Cara, eu e a Letícia tivemos que ir lá na portaria no meio da madrugada conversar com ele e pedir desculpa. Ele disse que te conhece muito bem e sabe que você não fez por maldade, mas pediu para você tomar mais cuidado.

Poxa... Eu nem percebi que fiz isso. Ainda bem que não aconteceu nada grave. Hoje mesmo vou falar com o Seu José e pedir desculpa.

Acho bom mesmo você fazer isso. Às vezes você parece um adolescente que faz um monte de merda e depois pede desculpa. Tem que tomar cuidado, você sabe que não pode beber e dirigir. Não custava nada você deixar o carro em um estacionamento e pegar um táxi ou mesmo poderia ter me ligado que eu ia te buscar. Se você for sair pra beber não vai dirigindo, você sabe disso, seu pai cansou de falar.

Foi por isso que você e a Letícia estavam com a cara fechada a hora que passaram aqui?

Sim, por isso mesmo. Ela ficou muito assustada, disse que você se comportava igual o irmão dela que é um adolescente. Mas a sorte é que o pai dela está presente e quando o irmão apronta o pai já o corrige.

Poxa, peça desculpa para ela, por favor. Não queria que ela fizesse uma imagem ruim de mim.

Amanhã ela estará aqui no apartamento e você mesmo pode se desculpar. Cara, eu preciso te dizer que vou ligar para o seu pai e falar o que aconteceu. Eu prometi para Seu José que iria falar com seus pais.

Você não pode fazer isso. Se meu pai souber ele vai ficar extremamente decepcionado comigo, além de me obrigar a devolver o carro.

Não tenho escolha. Ou você conta ou eu conto.

Você está certo, pode deixar, que hoje à noite, quando ligar em casa irei contar tudo para ele.

Após essa conversa fui para o quarto e fiquei refletindo sobre tudo o que aconteceu. Passei a tarde toda no meu quarto pensando e cheguei à conclusão que eu realmente errei e coloquei a minha vida e a vida de outras pessoas em risco ao dirigir depois de beber. O Bruno fez certo em me chamar a atenção, mas avisar meu pai iria acabar com toda a confiança que ele depositou em mim. Passei a tarde toda no quarto e por volta as 17:00, decidi conversar mais uma vez com o Bruno.

Bruno, preciso falar uma coisa contigo. Você está com razão em me chamar a atenção. Eu realmente poderia provocar um grave acidente ontem. Mas não posso contar isso para o meu pai, ao menos não posso contar para ele por telefone. Algo desse tipo tem que ser dito pessoalmente. Preciso olhar nos olhos dele e falar a verdade.

É muito melhor contar pessoalmente, mas acho que ele precisa saber o mais rápido possível, mesmo que você seja castigado, é melhor assumir seus erros antes que a situação fique mais grave.

Então, esse é um outro assunto que queria falar com você. Eu realmente tenho a noção que errei e sei que meu pai precisa saber. Mas eu só irei ver ele daqui um mês e até lá, esse erro não pode passar impune. Eu me conheço e sei que se não receber um castigo logo, poderei aprontar outras coisas. É mais ou menos o que aconteceu no ano passado. Se meu pai estivesse aqui e me desse um corretivo no momento certo eu não teria ficado de recuperação.

Sim, eu concordo com você. Mas seu pai não está aqui para te dar nenhum corretivo.

Ele não está, mas você se lembra que ele me deu de presente o chinelo que